quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Oração da confiança


Meu Senhor e Deus, eu sou tão convicto de que cuidas de todos os que esperam em Ti e que nada pode faltar àqueles que esperam tudo de Ti, que decidi, como norma, viver sem nenhuma preocupação e dirigir a Ti toda minha inquietude.

Os homens podem despojar-me de todos os bens e mesmo da minha honra; as doenças podem privar-me das forças e dos meios para servir-te; com o pecado posso até perder a tua graça, mas não perderei nunca jamais a minha confiança em Ti. A conservarei até ao extremo da minha vida e o demônio, com todos os seus esforços, não conseguirá tirá-la de mim.

Outros esperam a felicidade das riquezas e de seu talento; confiam mesmo na inocência de suas vidas, no rigor de suas penitências, na quantidade de suas boas obras ou no fervor de suas orações; para mim toda a minha confiança está na própria confiança que tenho; confiança que não enganou ninguém.


Eis porque tenho absoluta certeza de ser eternamente feliz, porque tenho a inabalável confiança de sê-lo e porque o espero unicamente de Ti.

Por minha triste experiência, devo infelizmente reconhecer ser débil e inconstante; sei quanto às tentações podem contra as virtudes mais firmes; e, no entanto nada, enquanto conservar esta firme confiança em Ti, poderá assustar-me; reabilitarei-me de qualquer desgraça e estarei certo de continuar a esperar, porque espero com esta imutável esperança.

Enfim, meu Deus, sou intimamente persuadido de que não será jamais exagerada a confiança em Ti e que o que obterei de Ti, será sempre muito mais do que o que terei esperado.

Espero também, Senhor, que Tu me sustentes nas fáceis debilidades; me sustentes nos assaltos mais violentos; faças triunfar a minha fraqueza sobre os meus temidos inimigos.

Tenho muita confiança que Tu me amarás sempre e que também eu, por minha vez, te amarei para sempre. E para levar ao mais alto grau esta minha confiança, ó meu Criador, eu espero-o de Ti mesmo, pelo tempo e pela eternidade. 
Amém.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Reflexão do Dia: Como anda minha oração?


Quanto mais próximos do chão estiverem os seus joelhos, mais próximo de Deus estará o seu coração. (Ricardo e Marta)

“A medida de amar a Deus é amá-lo sem medida”, já dizia São Francisco de Sales e Pe. Pio afirmava que “A oração é a chave que abre o coração de Deus”.


Diante destas certezas podemos nos questionar; como anda minha oração, será que oro só com a boca ou oro também com o coração? Quanto tempo dedico a minha oração pessoal? Será que a minha oração faz-me ir ao encontro do irmão? A pergunta de hoje é:

Como anda minha oração?

Pense, reflita...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Reflexão do Dia: Que tipo de seguidor de Cristo estou sendo?


Muitos empregados querem ser empresários, muitos empresários querem ser políticos, muitos políticos querem ser reis, muitos reis querem ser deuses, mas para espanto das ciências humanas, o único homem que foi chamado de filho de Deus queria ser servo. (Augusto Cury)


“Não vim para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. Estas palavras de Jesus deveriam ser o norte para todos que desejam segui-Lo, mas infelizmente não é o que observamos na pratica. Muitos desprezam a ordem de tomar a cruz e preferem ocupar os primeiros lugares, oremos por eles e por nós. A pergunta de hoje é:

Que tipo de seguidor de Cristo estou sendo?

Pense e reflita...


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

DEUS ACREDITA EM VOCÊ


Sabe aquele momento que olhamos para trás e pensamos por um momento sequer que, talvez, seria mais fácil se não tivéssemos deixado a vida que vivíamos para fazermos a vontade de Deus?! Acho que todo mundo já passou por um momento desses. Normalmente é quando as coisas não estão indo muito bem e tudo te faz querer desistir. Olhando para o mundo vemos pessoas “felizes” e sem problemas. Mas você se lembra quando esteve lá? As coisas eram realmente dessa forma?

Quando não somos entregues a Deus, somos totalmente vazios e incompletos, e por fora podemos estar sorrindo e exibindo uma falsa felicidade, mas na verdade o que realmente importa, que é a paz que só Deus é capaz de nos proporcionar, nós não temos. Nessa minha jornada, nem um dia sequer ouço que andar com Deus é fácil. E, realmente, não é. Mas andar por esse mundo sem Ele, é impossível. Amar alguém nos momentos de felicidade e grandes conquistas é a coisa mais fácil que conheço, mas amar alguém quando tudo tem dado errado e parece que nunca vai melhorar é realmente a prova do amor.

Ao olharmos para a cena do calvário vemos um Deus, crucificado e humilhado, sofrendo não só na carne, mas pela dor de ver sua criação se voltando contra Ele, sua criação tão linda e amada implorando para que fosse morto. Naquele dia, o Sol se retirou do céu e os pássaros já não mais cantavam, a criação que se dizia inconsciente de qualquer coisa, até essa criação entendia o amor de Deus e sabia o que estava acontecendo ali. Ele foi capaz de nos amar mesmo assim e hoje em dia, na primeira provação que temos, pensamos em desistir desse amor. 

Deus tem todas as coisas escritas em linhas extremamente retas e bem feitas, tem a nossa história planejada desde o primeiro dia de vida e todas as coisas boas que estão para nos acontecer. Não pense que Ele não te ama e que não tem olhado por você. Não pense que você é fraco e que não consegue permanecer nesse amor, você foi criado por um Deus perfeito que jamais te colocaria em uma situação que você não é capaz de passar. Ele nos fez carne, mas nos vê amor e acredita em você, em nós. Se Deus, que é Deus, acredita em você, porque você não haveria de acreditar? Confie no Pai e permaneça até o fim inteiramente fiel. Vai por mim, todas as coisas um dia darão espaço para as maravilhas que Ele te para você. Vai valer a pena.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O pobre em espírito sabe ser humilde e disponível à graça de Deus


Quanto mais tenho, mais quero: isso mata a alma. E o homem ou a mulher que tem essa atitude não é feliz e não alcançará a felicidade

No sermão da montanha “Jesus manifesta a vontade de Deus de conduzir os homens à felicidade”.

Nesta sua pregação Jesus segue um caminho particular: começa com o termo “bem-aventurados”, ou seja, “felizes”; prossegue com a indicação da condição para ser tais; e conclui fazendo uma promessa.

O motivo da bem-aventurança não está na condição de “pobres em espírito”, “aflitos”, “famintos de justiça”, “perseguidos”, mas na promessa sucessiva, a ser acolhida com fé como dom de Deus. “Parte-se da condição de dificuldade para abrir-se ao dom de Deus e aceder ao mundo novo, o ‘reino’ anunciado por Jesus.”


Não é um mecanismo automático. “Não podem ser bem-aventurados se não se converteram”, se não se tornaram “capazes de apreciar e viver os dons de Deus”.

“O pobre em espírito é aquele que assumiu os sentimentos e a atitude daqueles pobres que em sua condição não se rebelam, mas sabem ser humildes, dóceis, disponíveis à graça de Deus.”

A felicidade dos pobres – dos pobres em espírito – tem uma dúplice dimensão: em relação aos bens e em relação a Deus:

“Em relação aos bens, aos bens materiais, esta pobreza em espírito é sobriedade: não necessariamente renúncia, mas capacidade de experimentar o essencial, de partilha; capacidade de renovar todos os dias a admiração pela bondade das coisas, sem sucumbir na opacidade do consumo voraz."

“Quanto mais tenho, mais quero; mais tenho, mais quero: esse é o consumo voraz. E isso mata a alma. E o homem ou a mulher que faz isso, que tem essa atitude ‘mais tenho, mais quero’, não é feliz e não alcançará a felicidade.”

Em relação a Deus, “é louvor e reconhecimento que o mundo é bênção e que na sua origem está o amor criador do Pai. Mas é também abertura a Ele, docilidade a sua senhoria: “é Ele, o Senhor, é Ele o Grande, não eu sou grande porque tenho tantas coisas! É Ele: Ele que quis o mundo para todos os homens e o quis para que os homens fossem felizes”.

O pobre em espírito é o cristão que não deposita sua confiança em si mesmo, nas riquezas materiais, não é obstinado nas próprias opiniões”.

“Se em nossas comunidades existissem mais pobres em espírito, haveria menos divisões, contrastes e polêmicas. A humildade, como a caridade, é uma virtude essencial para a convivência nas comunidades cristãs. Os pobres, nesse sentido evangélico, se mostram como aqueles que mantêm firme a meta do Reino dos céus, fazendo entrever que este é antecipado de forma germinal na comunidade fraterna, que privilegia a partilha à posse.”

Papa Francisco
Fonte: Rádio Vaticano