quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Transfiguração de Jesus


EVANGELHO:
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E se transfigurou diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Pedro ainda estava falando quando uma nuvem luminosa os envolveu e da nuvem saiu uma voz que dizia: "Este é o meu Filho amado, em quem pus toda a minha afeição. Ouvi-o!" Quando ouviram isso os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: levantem-se, e não tenham medo. Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Ao desceram da montanha, Jesus lhes ordenou: "A ninguém contem esta visão até que o Filho do homem tenha ressuscitado dos mortos" (Mt 17, 1-9).
Ao transfigurar-se no Tabor, Jesus não quis somente fortalecer os apóstolos, 
mas todos os fiéis  - incluindo  cada um de nós -, até o fim do mundo.




Verdadeiro Homem
Um dos principais mistérios de nossa Fé é a encarnação do Verbo. Com efeito, quem poderia excogitar a possibilidade de uma das Pessoas da Santíssima Trindade unir sua natureza divina à humana, e - sem deixar de ser verdadeiro Deus - se tornar também verdadeiro Homem? Nunca, pelo simples raciocínio, nenhum homem - e nem mesmo algum Anjo - conceberia tal conúbio entre Criador e criatura. Para conhecermos esse belo e atraente mistério, era necessário que o próprio Deus no-lo revelasse.
O Redentor foi radical em assumir a humana condição, dentro da frágil contingência desta (excluído o pecado, como também qualquer defeito). Por exemplo, ao escolher as mais modestas circunstâncias para nascer: a total pobreza, uma gruta, o auge do inverno, tendo por berço apenas uma manjedoura.
São inúmeros os episódios do Evangelho nos quais transparece a natureza humana de Jesus: o ter de fugir para o Egito, levado por Maria e José, a fim de poupar-se da espada de Herodes; o trabalhar como humilde carpinteiro, até os 30 anos de idade, evitando chamar a atenção do povo; o fazer penitência durante 40 dias no deserto, suportando as agruras de um terrível jejum; o verter sangue no Jardim das Oliveiras, em meio ao temor e à angústia ante a Paixão; o externar fraqueza física durante sua flagelação e enquanto ca
TRANSFIGURAÇAO DO SENHOR_2.JPGrregava a cruz ao alto do Calvário. Por fim, a sua morte, como a de qualquer ser humano, e no pior dos suplícios.desabrochou por inteiro na confissão de Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo!" (Mt 16, 16), ou no Calvário, quando, em meio ao terremoto, raios e trovões consecutivos à mor­te de Jesus, brotaram dos lábios do centurião romano as entusiasmadas palavras: "Este homem era realmente o Filho de Deus" (Mc 15, 39).deles, os fulgores de sua glória. Desse modo, não só se sentiriam robustecidos para enfrentar os traumas de sua Paixão, como também mais facilmente ajudariam seus irmãos a solidificar a Santa Igreja, e fortaleceriam os fiéis ao longo dos tempos.
Como diz São Paulo: "Sendo Ele de condição divina, não reteve avidamente sua condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens" (Fl 2, 5-7).
Sem uma especial assistência da graça, seria inevitável para qualquer um, ao ouvir a narração desses fatos, concluir que Jesus não passava de uma mera criatura humana.
Verdadeiro Deus
Por isso, o Unigênito Filho de Deus, para sustentar nossa fé, tornou patente sua origem eterna e incriada em muitos outros fatos e circunstâncias: a anunciação à Santíssima Virgem por meio de um Arcanjo; o aviso a São José, em sonhos, da concepção virginal de Maria; a aparição de uma multidão de anjos aos pastores, perto da gruta de Belém, para lhes anunciar o nascimento de Jesus; a moção sobrenatural no interior dos Santos Reis Magos, sobre a providencialidade daquele Menino. Sobretudo foi categórica sua glorificação, efetuada pelo Pai e pelo Espírito Santo, no momento do batismo no Jordão:
tranfiguraçao.jpg"Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando Ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: ‘Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição'" (Lc 3, 21-22).
O próprio Salvador, ao afirmar "quem crê em Mim tem a vida eterna" (Jo 6, 47), não fazia referência à sua natureza humana, mas sim à sua divindade.
A multiplicação dos milagres, cujo auge foi a ressurreição de Lázaro, tornou a todos evidente o pleno poder de Jesus sobre a natureza:
"Subiu Ele a uma barca com seus discípulos. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia. Os discípulos achegaram-se a Ele e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, nós perecemos!' E Jesus perguntou: ‘Por que este medo, gente de pouca fé?' Então, levantando-se, deu ordem aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria. Admirados, diziam: ‘Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?'" (Mt 8, 23-27).
Essa mesma pergunta pervadiria a mente de todos os que, durante aqueles ditosos três anos nos quais o próprio Deus caminhou pelas estradas da Palestina, d'Ele puderam aproximar-se. Seria Elias que voltara, ou algum dos outros profetas? Ou teria surgido um novo profeta? A resposta germinou nas almas mais virtuosas, ou mais predispostas a amar a verdade, e, pode-se dizer,
Apesar dessas - e de tantas outras - manifestações serem mais que suficientes para levar os homens ao ato de fé na divindade de Nosso Senhor, apareceram heresiarcas a negá-la, já no começo do cristianismo. Aliás, uma das razões pelas quais São João, o discípulo amado, escreveu seu Evangelho, entre os anos 80 e 100 de nossa era, foi para reafirmar ser Jesus verdadeiro Deus. E o conjunto dos Evangelhos, procurando sublinhar a mesma verdade, por mais de cinqüenta vezes dá-Lhe o título de Filho de Deus.
É necessário ter essas considerações em vista, para melhor analisarmos e compreendermos a Transfiguração do Senhor.
Conveniência da Transfiguração
Jesus poderia ter descido à Terra acompanhado de legiões de anjos, e manifestado em todo o esplendor sua infinita grandeza divina. Contudo não agiu assim. Revelou-nos sua natureza incriada de forma progressiva, e aos poucos foi se tornando mais categórico.
Diante de um povo ansioso por riquezas e grandezas materiais, era conveniente usar de muita cautela no fazer-se conhecer enquanto Deus: "Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias" (Mt 16,20). Ao longo do Evangelho, diversas vezes Ele repete essa proibição, obrigando a observá-la até os próprios demônios: "Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus!' Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer" (Mc 3,12). No mesmo sentido, após a Transfiguração no monte Tabor, disse Ele aos três apóstolos: "A ninguém contem esta visão até que o Filho do homem tenha ressuscitado dos mortos" (Mt 17,9). Caso a notícia se espalhasse, receava Jesus que surgisse um movimento meramente exterior e materialista, da parte de quem ansiava por um Messias tem­poral, restaurador do poderio de Israel sobre as outras nações.
Nesse contexto, como situar a Transfiguração?
transfiguraçao do senhor.jpg
Um ensino puramente doutrinário não é capaz de, por si só, mover o homem a transformar sua vida. Um antigo adágio ilustra esta verdade de modo lapidar: "As palavras comovem, os exemplos arrastam". Sobretudo quando o exemplo é íntegro e esplendoroso na verdade e no bem, tem ele uma força tal que age sobre as tendências da alma, convidando a um certo caminho - e às vezes impondo-o.
Ademais, há outro fator indispensável para arrebatar qualquer coração, e mantê-lo firme na reforma iniciada: a clareza do fim. Se este não estiver claro, o ânimo arrefecerá quando surgirem os primeiros lampejos das dificuldades e dos dramas, tão comuns em toda mudança de vida.
Ao tratar da Transfiguração de Jesus, assim se exprime São Tomás de Aquino sobre essa necessidade muito própria à criatura humana: "Para trilharmos bem um caminho, é necessário termos um conhecimento prévio do fim. Assim, o arqueiro não lança com acerto a seta, senão mirando primeiro o alvo que deve alcançar. (...) E isso sobretudo é necessário, quando o caminho é difícil e áspero, a jornada laboriosa, mas belo o fim" (3, q.45, a.1, c).
Ora, para efetivar a Redenção com a morte na Cruz, e para formar a Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo ia submeter os apóstolos a provas duríssimas. Era muito conveniente, portanto, que fizesse co­nhecer experimentalmente, pelo menos a três 
Fulgor no Tabor, para suportar as agruras do Calvário
No mesmo tópico acima citado, São Tomás de Aquino continua a esclarecer, com sua genialidade habitual e sapiencial clareza:
"O Senhor, depois de haver anunciado a sua Paixão aos discípulos, con­vidou-os a lhe imitarem o exemplo. (...) Ora, o fim de Cristo, na sua Paixão, era alcançar não somente a glória da alma, que tinha desde o princípio da sua concepção, mas também a do corpo (...). E a essa glória também conduz os que imitam seu exemplo da Paixão, segundo diz a Escritura: Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. Por isso era conveniente que manifestasse aos seus discípulos a sua claridade luminosa; e tal é a Transfiguração, que também concederá aos seus, segundo diz o Apóstolo (São Paulo): Reformará o nosso corpo abatido para o fazer conforme o seu corpo glorioso. Donde dizer (São) Beda: foi conseqüência de uma pia providência que, tendo gozado por breve tempo da contemplação da felicidade eterna, tolerassem mais fortemente as adversidades" (3, q. 45, a. 1, c).
Já muito anteriormente a São Tomás, o Papa São Leão Magno comentara: "Para que os apóstolos con­cebessem com toda a sua alma essa ditosa fortaleza, não tremessem ante a aspereza da cruz, não se envergonhassem de Cristo e não tivessem por degradante o padecer... manifestou-lhes o esplendor de sua glória, porque, embora cressem na majestade de Deus, ignoravam o poder do corpo sob o qual a divindade se ocultava... Pois, estando ainda revestidos da carne mortal, não podiam ver e compreender, de modo algum, a inefável e inacessível divindade, visão reservada na vida eterna para os limpos de coração" (Sermão 51).
E continuando o mencionado sermão, São Leão Magno afirma: "Cada membro [do Corpo Místico de Cristo] pode almejar a participação na glória que, com antecipação, resplandeceu na cabeça. O que já antes havia sido previsto pelo Senhor, quando falava da majestade de sua vinda: então os justos brilharão como um sol no Reino de seu Pai (Mt 3, 33)."



A Transfiguração do Senhor foi uma excepcional graça mística concedida aos três apóstolos escolhidos, no alto do Tabor. Sua recordação ficou como uma fonte de sólida confiança, que lhes permitiu suportar os maiores sofrimentos, pois, assistindo a ela, tiveram um vislumbre da luz plena e refulgente da eternidade.
"Per crucem, ad lucem"
Deus deseja conferir-nos eternamente sua própria felicidade, fazendo-nos partícipes de sua natureza no esplendor da glória. É fundamental para nós pensarmos, com constância, na glória eterna, como um prêmio imensamente grande a nós oferecido. Nada há de melhor do que essa meditação para enfrentarmos as dificuldades e as cruzes do dia-a-dia.
Muitas são as ofertas de uma felicidade passageira que encontramos hoje em dia, apresentando fórmulas "mágicas"... fora do único caminho que é Jesus Cristo e sua Igreja. Tudo não passa de pura ilusão. Fomos criados para o Céu! Eis o que nos dá ânimo, resolução e alegria. "Per crucem, ad lucem" - "Pela cruz, chegaremos à luz".
Aqui está uma observação importante a ser feita: muitos há que nos mostram a cruz do Senhor, e isto é ótimo e digno de todo louvor! Todavia, não basta. O objetivo de nossa existência não é a dor, nem o sacrifício. Não podemos nos esquecer da luz, nosso verdadeiro destino. A cruz não é o ponto final de nosso processo humano: é apenas o caminho.
Graças místicas
A Transfiguração de Jesus fortificou as virtudes da fé e da caridade nos Apóstolos.
Enquanto a fé nos faz crer na divindade de Cristo e em suas promessas, a caridade nos conduz a uma entranhada união com Deus. São duas virtudes extremamente interdependentes. Sem a fé na esplendorosa vida eterna que nos espera, a caridade tende a desaparecer.
Mas, se a fé e a caridade dos apóstolos tanto lucraram com a Transfiguração do Senhor, não haverá algo, nessa mesma linha, que poderá auxiliar a vida espiritual de cada um de nós?
A resposta é inteiramente positiva. Deus derrama graças místicas sobre todos os que trilham as vias da salvação, em intensidade maior ou menor, segundo o caso. Mas ninguém está excluído de recebê-las. Quem no-lo afirma é o famoso teólogo dominicano, Pe. Réginald Garrigou-Lagrange:
"Para esses autores, a vida mística não é coisa extraordinária, como as vi­sões e revelações, mas algo eminente na via normal da santidade. Consideram eles que isso é comum para as almas chamadas a se santificar na vida ativa, como São Vicente de Paulo. Absolutamente não duvidam que os Santos de vida ativa tenham tido normalmente a contemplação infusa bastante freqüente dos mistérios da Encarnação redentora, da Missa, do Corpo Místico de Jesus Cristo, do preço da vi­da eterna, se bem que esses Santos diferem dos puramente contemplativos, no sentido de que neles essa contemplação infusa é mais imediatamente dirigida à ação." 1
É claro que tais graças místicas não isentam ninguém de realizar os esforços próprios à prática das virtudes, tal como no-lo refere em outro trecho o mesmo autor:
"Conforme o que acabamos de di-zer, vê-se que a ascética está ordenada à mística.
"Acrescentemos por fim que, para todos os autores católicos, a mística que não pressupõe uma ascese séria é uma falsa mística: foi a dos quietistas." 2
Um "Tabor" em nossos corações


É fora de dúvida, pois, que Deus concede "Tabores", ou seja, graças místicas, a cada um de nós.
Quem não terá sentido, alguma vez, uma alegria interior, um palpitar do coração, uma emoção calma mas profunda, ao assistir a uma bela cerimônia? Ao apreciar o canto gregoriano, por exemplo? Ou ao contemplar alguma imagem? Quiçá ao ver um lindo vitral banhado de luz, dentro de uma igreja silenciosa, que deixa lá fora os ruídos do mundo? São mil ocasiões em que a graça sensível nos visita, e nos concede contemplações interiores, prédegustações da felicidade perfeita que nos espera no Céu.
Dois Doutores da Igreja, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, mestres da vida espiritual, dizem que a Providência costuma conceder aos principiantes graças místicas que depois irão experimentar novamente só no fim de suas vidas. Tal proceder divino visa for­talecer essas almas para atravessarem os períodos de aridez. É um modo comum de Deus agir: dá-nos consolações - o Tabor - para, quando vier a hora do Getsêmani, termos forças, sabendo que o fim será mais cheio de alegria e esperança.
São graças que nos animam a enfrentar os sacrifícios desta vida. Trata-se de experiências místicas que nos tornam patente quanto Jesus nos ama e quer nossa eterna glória.
Assim, ao longo de nossa existência terrena, já iremos experimentando um pouco das delícias eternas, e as tendas tão desejadas por São Pedro sobre o monte da transfiguração, Jesus as irá levantando no "Tabor" de nossos corações. Para tal, Ele exige de nós apenas uma condição: que não Lhe coloquemos obstáculos. (Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2002, n. 8, p. 10)


terça-feira, 29 de julho de 2014

Há poder em sua confissão!

O Poder da Confissão



“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tú perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Salmos 32:3-5) 
“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Provérbios 28:13) 
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16) 
A palavra do Senhor nos mostra que somente Ele tem poder para verdadeiramente nos libertar de quaisquer cadeias, contudo, isto só acontece se seguirmos fielmente todas as Suas orientações. Para isso, Ele nos mostra claramente tudo o que devemos fazer para não nos tornarmos escravos de nossos próprios sentimentos, e recebermos com plenitude a cura e restauração da nossa alma.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36)


O Senhor nos orienta, primeiramente, a confessarmos os nossos pecados a Ele, a fim de que recebamos o Seu perdão.  Esta confissão acompanhada de nosso sentimento de arrependimento habilita o Seu poder restaurador em nossas vidas.
A nossa confissão é, portanto, o primeiro passo para recebermos toda e qualquer tipo de libertação em nossa alma.
Quando confessamos os nossos pecados ao Senhor, desabilitamos o inferno a permanecer agindo em nossos sentimentos, denunciando as suas obras, mas, enquanto encobrimos as nossas transgressões, perecemos em nosso próprio interior, pois continuamos escravos de nossos próprios desejos ou vontades pecaminosas.
A verdade é que enquanto nos calamos diante de Deus, ficamos impedidos de receber a Sua Cura.
“Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tú perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (Salmos 32:3-5)
No momento em que reconhecemos as nossas fraquezas e as confessamos, damos o primeiro passo para quebrarmos os grilhões que impedem a nossa alma de prosperar, mas, precisamos compreender que não basta reconhecermos e confessarmos os nossos pecados, é necessário que, também, tomemos a atitude de abandoná-los, a fim de que não neutralizemos o poder de nossa própria confissão através de nossas atitudes, e, com isso, alcancemos a misericórdia do Senhor.
“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Provérbios 28:13) 
“A renúncia é, portanto, o sentimento que deverá acompanhar a nossa confissão.”
 Infelizmente, muitas vezes não encontramos forças para renunciarmos sozinhos as nossas fraquezas ou pecados, e é por isso, que em Tiago 5:16 o Senhor nos instrui a buscarmos auxílio espiritual em nossos irmãos.
Confessando os nossos pecados uns aos outros, e orando uns pelos outros, encontramos cura, todavia, muitas vezes, temos ignorado e até mesmo rejeitado esta instrução.
O medo de sermos julgados por outras pessoas e de termos a nossa vida exposta nos impede de buscarmos a ajuda espiritual que muitas vezes precisamos. Não devemos ter este receio, contudo, devemos procurar as pessoas certas para fazermos isto, ou seja, pessoas que sejam, antes de tudo, idôneas, e que demonstrem, de fato, interesse pelas nossas vidas.
Quando decidimos confessar os nossos pecados a alguém, expressando o nosso arrependimento a Deus, nos abrimos para Ele nos curar, pois o fato de buscarmos a ajuda de outras pessoas demonstra um sentimento que jamais será desprezado pelo Senhor, o sentimento de humildade. Este sentimento nos eleva à condição de recebermos o Seu favor, tornando-nos acessíveis à Sua Presença.
“… Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tiago 4:6b)
“A humildade sempre nos aproximará de Deus!”
A humildade em buscarmos ajuda concede ao Espírito do Senhor liberdade para que Ele possa operar em nós, restando-nos apenas cumprir com diligência a orientação de, também, orarmos uns pelos outros.
Sendo assim, ao ouvirmos a confissão de alguém precisamos, imediatamente, interceder por ela, a fim de que o Senhor lhe conceda a cura. Na verdade, se compreendêssemos com plenitude o poder que possui a nossa oração, com certeza, oraríamos muito mais uns pelos outros.
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16)


Sem dúvida alguma, a nossa oração tem poder para libertar, transformar e curar muitas pessoas.
Nós encontramos na bíblia um exemplo notório de eficácia na oração de um justo. Este justo era Elias, um homem semelhante a nós, e que estava sujeito às mesmas paixões que nós, entretanto, Deus o ouvia e o atendia todas às vezes que orava, pois mesmo não sendo perfeito, a obediência e a santidade faziam parte de seu caráter e, por isso, as suas orações foram capazes de interferir, até mesmo, no curso da história de toda a sua nação.
“Elias era homem semelhante a nós sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses não choveu.
E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.” (Tiago 5:17-18)
Neste momento, gostaria de lembrar chamando, atenciosamente, a sua atenção ao fato de que quando falamos de cura na bíblia, nos referimos não apenas a do nosso corpo físico, mas também a da nossa alma e do nosso espírito. Sendo assim, devemos ampliar a nossa visão e enxergar que o verdadeiro desejo do Senhor é nos curar por completo.
A confissão de nossos pecados e da nossa fé em Jesus Cristo, aliada a sentimentos tais como: a humildade, o arrependimento e a renúncia, trazem consigo a recriação do nosso espírito, a regeneração da nossa alma e a libertação de muitas doenças físicas. Quando fazemos isto, expressamos o que sentimos ou pensamos, e, também, tudo aquilo que devemos renunciar para recebermos o favor de Deus.
Portanto, lembre-se, através de nossa confissão recebemos a salvação, e por meio dela somos curados.
 

“Há poder em sua confissão!”

domingo, 6 de julho de 2014

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na Paróquia São José em São José do Alegre/MG

Entenda o porque da comemoração ao Sagrado Coração de Jesus.


Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Jesus apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração, a "grande devoção". A Igreja instituiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus que é celebrada pela Igreja na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes. Há diversas formas de devoção ao Coração de Jesus. Entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família.
Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, distinguem-se 12 promessas. São elas:
- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração. 
- Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado. 
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias. 
- Eu os consolarei em todas as suas aflições. 
- Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte. 
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos. 
- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias. 
- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção. 
- As almas fervorosas subirão em pouco TEMPO a uma alta perfeição. 
- Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos. 
- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração. 
- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna. 

Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria Alacoque o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família. Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz. 

Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia. 

Dignai-vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas. Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido. 

E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios. Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai. 



Consagração pessoal ao Sagrado Coração de Jesus

Eu (o seu nome), vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar. 

Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte. 

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, vosso Pai, para que desvie de mim a vossa justa cólera. Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-vos ou que se oponha à vossa vontade. 

Seja o vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-vos nem separar-me de vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso escravo. Amém. 
Fonte: http://www.paulinas.org.br



 ORAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

“Ó Coração de Jesus, vimos consagrar-Lhe as nossas pessoas e nossas vidas. Entregamos as nossas ações, nossos desejos, nossos problemas e os nossos sofrimentos. Entregamos-Lhe nossa Santa Igreja, o Santo Padre, todo o Clero,nossas Dioceses, nossas Comunidades, nossos benfeitores, nossos amigos e inimigos, nossas famílias , nossa missão e todo nosso ser. Queremos viver somente para honrá-LO , amá-LO e trazer-Lhe Glória.
Fizemos uma decisão e não queremos mudar: o de  pertencermos totalmente a Vós, fazer tudo por Vosso Amor, e renunciar de todo o coração  a tudo que possa desagradá-LO.
Tú serás sempre o coração do nosso desejo. E o objetivo dos nossos esforços será sempre para Te amar cada vez mais e torná-LO também conhecido, amado e servido pelas almas às quais nos enviar.
Por isso , Vos levamos , Ó Sagrado Coração de Jesus, como o principal objeto do nosso amor, como Aquele que protege nossas vidas, guarda nossos apostolados, nossa missão e como Aquele que prevê um remédio para a nossa incompetência, nossa infidelidade, e nossa instabilidade. Vós também sois a nossa satisfação diante de todas as deficiências em nossas ações, porque Tú és Aquele que responde por nós, És também nosso poderoso auxílio durante toda a vida e nosso refúgio seguro na hora da nossa morte.
 Vós sois o amigo fiel e íntimo do nosso coração. O único que não nos engana nem trai. Vós sois também nossa riqueza”.


SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS, NÓS CONFIAMOS EM VÓS!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Retiro de Pentecostes em Três Corações/MG

Dia 22 de junho, pela Diocese de Camapnha, reuniram-se em Três Corações/MG, multidões de pessoas para celebrar o Pentecostes. A Paróquia São José em São José do Alegre/MG foi representado por um grande número de fiéis, onde fizeram um lotação de um ônibus para juntos de outros, rezarem, louvarem e dar-vos graças ao Nosso Senhor Jesus Cristo.


Pentecostes: derramento do Espírito sobre todos nós

O Espírito traz, no seu coração, o coração do Pai em forma de DONS que bem usados, une e gera Esperança que nao decepciona (Rm5) 
(Retirado do jornal em circulação e escrito por Pe. Pedro Paulo dos Santos - Pe. Pepê)

Às9 hs a Santa Missa foi celebrada pelo nosso arcebispo Dom Diamantino que proferiu várias frases de muito amor à Deus e ao próximo.



"O verdadeiro Pentecostes acontece na Eucaristia."

"Em cada Eucaristia que celebramos e até que somos fortalecidos."

"O medo nos paraliza, nos bloqueia e tira a nossa capacidade de amar."



Logo após a Santa Missa, às 10h30, o palestrante João Cláudio Rufino, fez sua primeira palestra:

"Deus é unidade e nós somos chamados a vivê-la"

"O inimigo sabe que se destruir a união entre as pessoas e família, ele destrói a humanidade."

Momento da Oração:

Primeiro momento de oração:

"A oração é o arsenal da Igreja"

Foto retirada da página do João Cláudio Rufino no facebook

Segundo momento de oração:

"Aceite quem você é, e se perdoe."

Terceito momento de oração:

"Amor é atitude, significa ter atitudes concretas de perdão e reconciliação."



Segunda palestra com o mesmo palestrante, João Cláudio Rufino, após o almoço:

"Deus permenece fiel derramando o Espírito Santo sobre nós."



Pentecostes de verdade não é so barulho. É entrega verdadeiro de amor à Cristo!"



Logo após a palestra o Snatíssimo Sacramento passou pelo pelos fiéis que se exaltaram entre palmas, gritos, choros, aplausos, cantos e um barulho ensurdecedor.
Tudo para Jesus Cristo que caminhava pelo meio da multidão.




Agradeço a Núbia, pelas fotos e por descrever um pouco do que foi proferido pelos palestrantes e nos fez sentir um pouco da emoção de ter participado deste grandioso evento realizado pela diocese.
Agradeço também ao Giovani e sua esposa, onde se desdobrou para lotar o ônibus, sei que não é nada fácil mais que Deus os abençoe, derramendo bençãos em suas vidas e que continuem nesta luta e caminhada à Deus Pai.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Missa de Corpus Christi

Dia 19 de junho de 2014, às 18 hs, na Paróquia de São José, em São José do Alegre/MG, foi celebrada a missa de Corpus Christi. Um momento de muita adoração ao Sacramento da Eucaristia.

Antes de começar a celebração da Santa Missa o pároco Manoel refletiu sobre a Eucaristia.
"Pão Vivo descido do céu."
"Quem vive na Eucaristia, vive à Vida Eterna."

MENSAGEM INICIAL:

Cristo permanece Conosco na Eucaristia.




1 ª Leitura:

Na Eucaritia, o próprio Senhor nos alimenta com seu Corpo e Sangue: "Minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida".



Salmo Responsarial:

Glorificai o Senhor, Jerusalém; celebra Teu Deus, ó Sião!


2 ª Leitura:

Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.


Anuncio Evangelho (Jo 6,51-58)


Homilia do pároco:

"Hoje é o dia Mais Sagrado;"
"Jesus pensou: quero estar no coração de todos, e hoje e sempre celebraremos este pão vivo descido do céu;"
"Grande Presença de Deus no Meio de Nós, 
"Evangelho Jesus disse 4 (quatro) vezes: comei e bebei - receber a Eucaristia é receber à Vida Eterna;"



"No mometo da Comunhão, de sempre recebemos uma Semente da Vida Eterna";
"Senhor caminha Conosco, Diss isto em nossa vida;"
"Tente se organizar para não se afastar e perder o momento da Eucaristia na Santa Missa;"
"Que esta Eucaristia deste momento, o pão da vida, sempre lhes concedam: FORÇA, ESPERANÇA, REMÉDIO, CONFORTO, e que seja a Vida Eterna Eternamente;"

Ato penitencial:

Perdão Senhor.





Oração da Comunidade:

Dai-Nos, Senhor, o Pão de Vosso Amor!


Fração do Pão:


Preparando para a procissão de Corpus Christi:








Momento em que os Ministros da Eucaristia renovam seus votos.



Benção final com o Santíssimo





Agradecemos a todos que colaboraram para a realização da Santa Missa. 
Que os Deus abençoe sempre.

MENSAGEM final:

"Deixe Deus Entrar em SUA Vida."