sexta-feira, 28 de junho de 2019

Deus é amor



Podemos dizer que hoje a Igreja celebra hoje a solenidade litúrgica do amor de Deus: hoje é a festa do amor. O apóstolo João — acrescentou — diz-nos “o que é o amor: não porque nós amámos a Deus, mas porque Ele nos amou primeiro. Ele esperava-nos com amor. Ele é o primeiro a amar”». Os profetas compreendiam isto e usaram o símbolo da flor de amendoeira: é a que floresce primeiro, na primavera. Também Deus é assim: é sempre o primeiro: é o primeiro a esperar-nos, a amar-nos, a ajudar-nos. E o amor é isto, é o amor de Deus” (Papa Francisco, Homilia na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, 2018) .



A Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado como símbolo do amor de Deus. No Calvário, o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (Jo 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrente de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando um conjunto de grandes Festas que abrem a retomada do Tempo Comum após o Tempo Pascal (Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus.


O Evangelho desta solenidade vai nos trazer a primeira das 3 grandes parábolas da misericórdia apresentadas por Lucas:
Naquele tempo: Jesus contou aos escribas e fariseus esta parábola: ‘Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Lc 15, 3-7).

Na parábola acima citada, assim como nas outras duas que compõe as parábolas da misericórdia, Jesus descreve a infinita e paternal misericórdia de Deus, seu cuidado para com cada um dos homens e sua alegria pela conversão do pecador. A meditação e a reflexão sobre esses pensamentos é uma grande fonte de confiança para nós pois, embora sendo justo, Deus não leva em conta nossas debilidade e conhece muito bem a fragilidade de nossa natureza. O bom pastor aí apresentado é o próprio Cristo, que como nos recorda S Gregório Magno: “Pôs a ovelha sobre seus ombros porque, ao assumir a natureza humana, ele mesmo carregou os nossos pecados”. A parábola mostra a alegria do pastor por encontrara a ovelha que estava perdida. Deus não fica de braços cruzados diante da nossa debilidade: sai a procurar o que estava perdido, e com zelo faz todo o necessário para encontrar o pecador.

O Sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: “Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.

Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. Santa Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por São João Paulo II, e que se incumbiu de propagar a grande Festa.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem a sua origem na própria Sagrada Escritura. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus por você. Este amor encontra seu ponto alto com a vinda de Jesus. A devoção ao Sagrado Coração de um modo visível aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um, temos o consolo pela dor da véspera de sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Entre as muitas e ricas promessas que Jesus Cristo fez aos que fossem devotos de seu Sagrado Coração, sempre chamou a atenção a que fez aos que comungassem em Sua honra as nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos. É tal, que todos a conhecem com o nome da Grande Promessa. Esta devoção, em sua forma atual, deve-se às inspirações de Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando, em 16 de junho de 1657, escreveu sobre o coração de Jesus: “Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes Seu amor, e, por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que tem para mim neste sacramento de amor”.

Nesta solenidade do Coração de Jesus, queremos pedir ao Senhor que dê a paz a todos os corações, pois vivemos num momento onde muitos optam pela violência. Deus é amor e paz! O nome de Deus é misericórdia! Que possamos ser ministros da misericórdia a exemplo da docilidade do Coração de Jesus! Que o nosso coração possa unir ao Coração Sagrado de Jesus.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

12 regras de ouro para portar-se bem durante a Missa


A fim de aproveitar ao máximo os grandes frutos espirituais que se recebe na Missa é necessário participar da celebração com reverência.
A seguir, confira 12 regras de ouro ou conselhos práticos que servem para aproveitar a Missa e participar, ativa e reverentemente, na Eucaristia.
1. Não use o celular: Você não precisa dele para falar com Deus
Os celulares nunca devem ser usados na Missa para fazer ligações ou enviar mensagens de texto. É possível atender um telefonema de emergência, mas do lado de fora do templo. Por outro lado, é possível usar o telefone para leituras espirituais ou orações, embora seja necessário ser discreto.
2. Fazer jejum antes da Celebração Eucarística
Consiste em deixar de comer qualquer alimento ou tomar algo, pelo menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, com exceção da água e dos remédios.
Os doentes podem comungar embora tenham tomado algo neste período antes da Missa. O objetivo do jejum é ajudar na preparação para receber Jesus na Eucaristia.
3. Não comer nem beber na Igreja
As exceções seriam: uma bebida para crianças pequenas ou leite para os bebês, água para o sacerdote ou para as pessoas do coral (com discrição) e para os doentes.
Levar um aperitivo à igreja não é apropriado, porque o templo é um lugar de oração e de reflexão.
4. Não mascar chiclete
Ao fazer isso, rompe-se o jejum, ocorre uma distração, está sendo indelicado em um ambiente formal e não ajuda na oração.
5. Não usar chapéu
É falta de educação usar um chapéu dentro de uma Igreja. Embora esta seja uma norma cultural, deve ser cumprida. Assim como tiramos o chapéu quando se faz um juramento, assim se deve fazer na Igreja como um sinal de respeito.
6. Fazer o sinal da cruz com água benta ao entrar e sair do templo
Esta é uma forma de recordar o Batismo, sacramento pelo qual renascemos para a vida divina e nos tornamos filhos de Deus e membros da Igreja. É necessário estar plenamente consciente do que acontece ao fazer o sinal da cruz e se deve fazer pronunciando alguma oração.
7. Vestir-se com modéstia
Os católicos são convidados a participar da Eucaristia vestidos adequadamente, pois, se normalmente se vestem bem para ir a uma festa ou a algum outro tipo de compromisso, não há razão para não fazer a mesma coisa na Missa.
8. Chegar alguns minutos antes do início da Missa
Se por algum motivo não consegue chegar a tempo, é recomendável sentar-se na parte de trás para não incomodar as outras pessoas. Chegar à Missa cedo permite rezar e se preparar melhor para receber Cristo.
9. Ajoelhar-se diante do Sacrário ao entrar e sair do templo
Ao permitir que o nosso joelho toque o chão, reconhecemos que Cristo é Deus. Se alguém é fisicamente incapaz de se ajoelhar, então, fazer um gesto de reverência é suficiente. Durante a Missa, se passamos diante do altar ou do tabernáculo, devemos inclinar a cabeça com reverência.
10. Permanecer em silêncio durante a celebração
Ao ingressar no templo, deve-se guardar silêncio. Se tiver algo para falar, faça de forma silenciosa e breve. Lembre-se de que manter uma conversa pode incomodar alguém que está rezando.
Se tiver uma criança ou um bebê, pode se sentar perto de uma saída para qualquer contratempo.
Recorde que não há razão para sentir vergonha por ter que acalmar o controlar seu filho, dentro ou fora da igreja. Ensine-os a se comportar, especialmente com seu próprio exemplo.
11. Inclinar-se ao receber a Comunhão
Se diante de você está Deus, então pode mostrar respeito inclinando a cabeça como reverência. Se desejar, pode fazer uma genuflexão. Esta é uma prática antiga que continua até os dias de hoje.
12. Espere que a Missa termine
Devemos permanecer na Missa até a bênção final. Lembre-se de que um dos mandamentos da Igreja é participar da Missa nos domingos e festa de guarda.
É um bom hábito, embora não seja obrigatório, oferecer uma oração de ação de graças depois da celebração.
Finalmente, a saída deve ser em silêncio para não incomodar as outras pessoas que desejam permanecer no templo rezando.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Anunciação do Senhor


“Ao entrar no mundo, Cristo disse: Eis-me aqui, ó Pai, para fazer a tua vontade!”(Hb 10,5.7).

Anunciação do Senhor

A Solenidade da Anunciação do Senhor é sempre celebrada em função da Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todo ano, a 25 de março, ela é celebrada. Como o dia 25 de março coincide no Tríduo Pascal é celebrada na primeira segunda-feira depois da Oitava da Páscoa, depois de ter se celebrado o Domingo “in albis” da Divina Misericórdia.

Nossa Senhora recebe a grande dádiva divina: a filha de Santana e de São Joaquim é a escolhida para ser a Mãe de Jesus. E Nossa Senhora será a portadora da proposta de Deus de salvação aos homens e às mulheres de boa vontade. Por isso o radical e pronto Sim da Virgem Santíssima permite que o Pai realize plenamente a Aliança Salvadora com a humanidade pelo seu Filho Jesus Cristo.O Papa Paulo VI, ensinou que: “Para a solenidade da Encarnação do Verbo, no Calendário romano, com motivada decisão, foi reatado o título antigo “Anunciação do Senhor”; no entanto, a celebração era e continua a ser festa, conjuntamente, de Cristo e da Virgem Maria: do Verbo que se torna “filho de Maria” (Mc 6,3) e da Virgem que se torna Mãe de Deus. Relativamente a Cristo, o Oriente e o Ocidente, nas inexauríveis riquezas das suas Liturgias, celebram tal solenidade em memória do “fiat” “salvífico” do Verbo Encarnado, que ao entrar no mundo disse: “Eis-me, eu venho… para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10,7; Sl 39,8-9); em comemoração do início da Redenção e da indissolúvel e esponsal união da natureza divina com a humana na única Pessoa do Verbo. Relativamente a Maria, por sua vez, é celebrada como festa da nova Eva, virgem obediente e fiel, que, com o seu “fiat” generoso (cf. Lc 1,38), se torna, por obra do Espírito Santo, Mãe de Deus, mas ao mesmo tempo também, Mãe dos viventes, e, ao acolher no seu seio o único Mediador (cf.1Tm 2,5), verdadeira Arca da Aliança e verdadeiro Templo de Deus; ademais, em memória de um momento culminante do diálogo de salvação entre Deus e o homem, e em comemoração do livre consentimento da Santíssima Virgem e do seu concurso no plano da Redenção”(Cf. Marialis Cultus, n. 6).

Caros irmãos,

A Primeira Leitura da Solenidade de hoje nos apresenta a Leitura do Profeta Isaías(Is 7,10-14;8,10). O rei de Jerusalém, Acaz, vê vacilar o seu trono devido à aproximação de exércitos inimigos. A sua primeira reação é entrar numa política de alianças humanas. Isaías, pelo contrário, propõe a resolução do problema pela confiança em Deus. Convida o rei a pedir um “sinal” (v. 11) que seja confirmação da assistência divina. Acaz recusa a proposta: “não tentarei o Senhor” (v. 12). Acaz fala que não tentará o Senhor por hipocrisia, e não por verdadeiro sentido religioso. O Profeta Isaías insiste que, apesar da recusa do rei, Deus lhe dará um sinal: “Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, porque Deus está conosco!”(Is 7,14.8,10). O sentido imediato destas palavras refere-se a Ezequias, filho de Acaz, que a rainha está para dar à luz. O seu nascimento, nesse momento histórico, é interpretado como sinal da presença salvadora de Deus em favor do seu povo aflito. Mais profundamente, as palavras de Isaías são profecia de um futuro rei Salvador. A tradição cristã sempre viu neste oráculo o anúncio profético do nascimento de Jesus, filho de Maria Virgem.

Prezados irmãos,


A Segunda Leitura desta Solenidade, da Carta aos Hebreus(Hb 10,4-10)nos mostra que o sacrifício de Cristo é superior aos sacrifícios do Antigo Testamento. O autor da Carta aos Hebreus relê o Salmo 39 – utilizado pela liturgia desta solenidade como Salmo Responsorial – como se fosse uma declaração de intenções do próprio Cristo ao entrar no mundo, no momento da Encarnação. Esta é também a atitude obediencial do povo da antiga aliança e de todo o piedoso cantor do salmo: “Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!”, Por isso a Encarnação como atitude obediencial acontece no dia da Anunciação do Senhor a Maria. Esse dia inaugura a peregrinação messiânica que conduzirá à doação do corpo de Cristo no sacrifício salvífico, novo e inovador, único e indispensável, que se completa no sacrifício da cruz.

Amados e amadas,

A Anunciação é um mistério divino, como nos proclama o Evangelho(Lc 1,26-38). O mensageiro respeita a condição humana de uma garota virgem que recebe uma proposta inesperada: ser mãe do Messias. Maria, a virgem prometida como esposa a José, aproxima-se progressivamente do mistério, deixando-se conscientemente envolver por ele, disponibilizando-se e adequando à proposta de Deus o seu próprio projeto. E termina pronunciando o seu “Eis-me aqui!”

O Papa Bento XVI ensina, com maestria e simplicidade, o significado da solenidade hodierna: “Vejamos, antes de tudo, o que significa a Encarnação. No Evangelho de São Lucas, ouvimos as palavras do anjo a Maria: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus» (Lc 1, 35). Em Maria, o Filho de Deus faz-Se homem, cumprindo-se assim a profecia de Isaías: «A virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será “Emanuel”, porque Deus está conosco» (Is 7, 14). Sim, Jesus, o Verbo feito carne, é o Deus-conosco, que veio habitar entre nós e partilhar a nossa própria condição humana. O apóstolo São João exprime isto mesmo do modo seguinte: «O Verbo fez-Se carne e habitou no meio de nós» (Jo 1, 14). A expressão «fez-Se carne» indica a realidade humana mais concreta e palpável. Em Cristo, Deus veio realmente ao mundo, entrou na nossa história, habitou no meio de nós, realizando assim a profunda aspiração do ser humano de que o mundo seja realmente uma casa para o homem. Pelo contrário, quando Deus é posto de lado, o mundo transforma-se num lugar inospitaleiro para o homem, frustrando ao mesmo tempo a verdadeira vocação da criação que é ser o espaço para a aliança, para o «sim» do amor entre Deus e a humanidade que Lhe responde. E assim fez Maria, primícias dos crentes, com o seu «sim» dado sem reservas ao Senhor. Por isso, quando contemplamos o mistério da Encarnação, não podemos deixar de voltar os nossos olhos para Ela, enchendo-nos de admiração, gratidão e amor ao ver como o nosso Deus, para entrar no mundo, quis contar com o consentimento livre duma criatura sua. Só a partir do momento em que a Virgem respondeu ao anjo: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra»(Lc 1, 38), é que o Verbo eterno do Pai começou a sua existência humana no tempo. É comovente ver como Deus não só respeita a liberdade humana, mas parece ter necessidade dela. E vemos também como o início da existência terrena do Filho de Deus está marcado por um duplo «sim» à vontade salvífica do Pai: o de Cristo e o de Maria. É esta obediência a Deus que abre as portas do mundo à verdade, à salvação. De fato, Deus criou-nos como fruto do seu amor infinito; por isso viver segundo a sua vontade é o caminho para encontrar a nossa verdadeira identidade, a verdade do nosso ser, enquanto que o distanciamento de Deus nos afasta de nós mesmos e precipita-nos no vazio. A obediência na fé é a verdadeira liberdade, a autêntica redenção, que permite unirmo-nos ao amor de Jesus no seu esforço por Se conformar com a vontade do Pai. A redenção é sempre esse processo de levar a vontade humana à plena comunhão com a vontade divina (cf. Lectio divina com os párocos de Roma, 18 de fevereiro de 2010)”(Conferir Homilia do Papa Bento XVI, 26 de março de 2012, em Cuba).


Caros irmãos,

Com alegria contemplamos o Mistério do Deus Todo-Poderoso que na origem do Mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém desta vez escolhe depender da palavra de uma frágil ser humana, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor: ‘No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus… a uma jovem… Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus… Não temas, Maria… engravidarás e darás à luz um filho… e lhe darás o nome de Jesus. Maria Santíssima disse ao anjo: Como se fará isso? O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti Maria disse então: Eu sou a serva do Senhor. Aconteça-me segundo a tua Palavra!’ (Lc 1,26-38).

Por isso com esta solenidade é o dia de fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, pois: ‘O Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós‘ (Jo1, 14).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

4 dicas de como fazer uma boa confissão

1º – Exame de consciência

O primeiro passo para uma boa confissão é o exame de consciência. Se quiser, pode fazer uma lista, para não se esquecer. E esta lista é confidencial, guarde-a num lugar secreto, pois o que anotou é uma coisa entre você e Deus. Mas se não quiser fazer uma lista, pode gravar na memória. Pode-se também, repassar os dez mandamentos para fazer algo sistemático, além de livros que te ajudam no exame de consciência. E uma boa ideia é fazer orações mentais como esses meninos.

2º – Se arrepender dos pecados

O segundo passo para uma boa confissão é sentir a dor dos seus pecados; não significa que tem que chorar, muito menos precisa que realmente sinta dor em algum lugar; somente tem que pedir perdão a Jesus, porque o mais importante é estar arrependido!

3º – Decidir não voltar ao pecado

O terceiro passo para uma boa confissão é o propósito de não voltar ao pecado, e, se muda de vida, esquece que o fez. O que importa não é prometer, mas esforçar-se para melhorar.

4º – Contar todos os pecados ao sacerdote

O quarto passo de uma boa confissão é confessar todos os seus pecados a um sacerdote. Chegado o momento de dizer os seus pecados, se aproxime do sacerdote, peça sua benção, ele fará um pequeno pedido a Deus para que você inicie sua confissão. Ao dizer os seus pecados, caso esqueça, peça ajuda ao padre e não tenha medo nem vergonha, o sacerdote representa Jesus, ele só quer te ajudar. Nessa parte podemos tomar aquela lista confidencial. Depois disso o padre dará a penitência. Não se assuste, não é um castigo, é algo que precisa fazer para terminar de pedir perdão a Deus. Então pedirá perdão a Jesus; e, atenção, será o momento do perdão.
E, ao terminar, estará muito feliz. Jesus prometeu que quando uma pessoa se arrepende, há uma grande festa no céu.
Não se esqueça de cumprir a penitência! E se quiser saber mais sobre o sacramento da confissão, te recomendo a ler duas histórias, que pode encontrar na Bíblia: a parábola da ovelha perdida e a parábola do filho pródigo (Lc 15).
Fonte: http://catequesecatolica.com.br/site/4-dicas-de-como-fazer-uma-boa-confissao/?fbclid=IwAR0ZYDZ7ASVY2cY4eVLTtARMJkBVg4MQjn8oVA3g12BEUuZK7-ennNizXZc

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O Rosário: repetição ou meditação?

Rezar o rosário não consiste somente em dizer um determinado número de vezes o Pai Nosso e a Ave Maria. Temos que meditar, contemplar e admirar interiormente os episódios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo conforme o Rosário.
Tivemos a oportunidade de escutar muitas vezes pessoas que dizem: “Isso de rezar o rosário é muito chato. Ter que repetir Ave Maria… Santa Maria… não sei quantas vezes, não termina nunca! Não tem sentido ficar repetindo as mesmas palavras como um papagaio”. Com leves variações, quase sempre dizem o mesmo. E, claro, não é de estranhar-se que alguém que rosario.jpgestá acostumado a entretenimentos sensacionais ou virtuais, onde a alegria e a diversão vem de imediato, não sinta interesse pelo rosário. É algo natural em nosso contexto atual. Mas em vez de tratar das desvantagens e defeitos a que tendem os entretenimentos baseados, sobretudo, no prazer, consideraremos algo que parece ser muito esquecido, ou talvez ignorado.
Se rezar o rosário nos parece algo monótono e meio pesado, é muito provável que seja porque não o estamos fazendo bem, pois senão que sentido há quando dizemos no primeiro mistério contemplamos… no segundo… e assim por diante. É por isso que rezar o rosário não consiste somente em dizer um determinado número de vezes o Pai Nosso e a Ave Maria. Temos que meditar, quer dizer, contemplar e admirar interiormente os episódios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo conforme o Rosário nos convida, e deste modo não só teremos gosto por rezá-lo mas também teremos encontrado um excelente meio para nossa santificação, pois a alma se assemelha àquilo que admira.
No entanto, pode suceder que alguém não saiba como fazer uma meditação, e certamente há pessoas que tem dificuldade em realizá-la. É justamente o que queremos abordar nestas linhas.
A “composição de lugar”
Uma das coisas mais convenientes para meditar -como o assinalou Santo Inácio em seus célebres exercícios espirituais- é elaborar uma “composição de lugar”, ou seja, imaginar as cenas da vida de Jesus Cristo e de sua Santa Mãe como algo que nós mesmos estamos vendo e desta maneira fazer-nos presentes naqueles momentos, como se vivêssemos neles, vinculando-nos a nossas vidas de maneira especial. Também podemos imaginar algumas particularidades desses fatos como sons, vestidos, cores, o ambiente e o clima do dia em que ocorreram, as fisionomias dos personagens que neles se encontravam, e assim, tudo o que nos ajude a concentrar nossa atenção. Deste modo, meditar já não será uma coisa meramente abstrata e teórica; a meditação se tornará mais fácil.
Já que entramos nesse assunto, nada melhor que exemplificar, pois como reza o sábio adágio “as palavras movem; os exemplos arrastam”. Para isso, aproveitemos a festa da Visitação de Maria Santíssima a sua prima Santa Isabel que a Santa Igreja celebrou no dia 31 de maio -justamente um dos mistérios do rosário- para mostrar uma das inumeráveis maneiras de meditar este episódio, que poderá servir ao longo de nossa vida, e se verá que não é tão fastidioso e difícil como alguns pensam.
Sabemos, pelo Evangelho, que na Anunciação, o Arcanjo São Gabriel diz a Maria Santíssima que sua prima estava no sexto mês de gravidez, apesar de ser estéril. Nossa Senhora sabia que Santa Isabel já era anciã e portanto necessitava de ajuda, e sentiu o desejo de colaborar nos afazeres de sua prima, mãe do precursor de seu Divino Filho: São João Batista. Assim, a Virgem seguindo a inspiração do Espírito Santo viajou para a casa de Santa Isabel. Mas não havia telefone para avisar que iria para lá; nem dinheiro para viajar; nem transporte a não ser um burro que São José conseguiu, e que burro! O burro mais feliz da história: conduziu o Patrono da Igreja, e nada mais nada menos que a Rainha do Céu e da terra.
Nossa Senhora e São José teriam que viajar por um caminho pouco transitado, talvez muito por ladrões que os podiam assaltar em qualquer momento, o que constituía um perigo de morte para todos. O caminho era muito quebrado e desigual,seja pela chuva ou deslizamentos, além do que podia estar todo cheio de barro e não esqueçamos que para eles não havia outro meio que caminhar, de sandálias… Realmente tinha que se pensar duas vezes em fazer uma viagem dessas; quem sabia se iriam voltar, ou pior, se ao menos chegariam a casa de Santa Isabel. Mas, Maria Santíssima que não temia nada por confiar inteiramente em Deus, saiu com toda a pressa, resoluta a cumprir com seu dever. Assim, fizeram todos os preparativos da viagem, apesar de que não havia muito o que levar, e começaram o longo caminho por percorrer.
A princípio foi muito fácil e de quando em quando Nossa Senhora, fruto de sua bondade, pedia a São José que se sentasse no burro no lugar dEla para que ele descansasse um pouco. Mas o Santo não aceitava: sua principal preocupação era a comodidade da Mãe de Deus e não a sua. Apesar disso, teve que aceitar que às vezes Ela descesse do animal e caminhassem juntos.
Em determinado momento tinham que passar por uma perigosa trilha que, por um lado tinha somente rochas, e pelo outro um precipício. Qualquer passo em falso e se acabava a história. Mas São José, muito prudente, analisava bem como fazer para passar; rezava pedindo a ajuda dos anjos, olhava para o burro e se dava conta que seria muito complicado passar com ele. Nossa Senhora deveria desmontar-se do animal o qual ficaria esperando amarrado a uma árvore. São José, colhendo delicadamente a mão de sua Esposa, a ajudou a passar para o outro lado. O terreno era úmido, Ela escorregou, uma pedra noTerco.jpg meio lhe impediu de equilibrar-se, iria cair… mas São José a sustentou e juntos conseguem atravessar o precipício. Agora o burro. A Virgem rezou para que ele não caísse, se caísse, que desastre! Então, Ela rezou e seu Esposo tentou conduzir arriscadamente o burro por aquelas pedras… E até aqui chegamos por hoje.
Podemos imaginar todas as possíveis dificuldades que teve a Sagrada Família no caminho e os inumeráveis percalços que nele puderam suceder, pois ainda que não saibamos exatamente como foi aquele trajeto, podemos estar seguros de que nossa imaginação não chega nem perto do que realmente ocorreu. Não é possível que o que poderíamos chamar de biografia de Deus e de sua Mãe seja menos fascinante que a história humana. Portanto, é lícito que usemos a imaginação para focalizar, o melhor possível, nossa atenção a aqueles fatos que só se poderiam escrever inteiramente por milagre de Deus.
Se o tentamos Deus, vendo nossa boa intenção de conhecer e admirar sua vida, nos dará graças propícias para imaginar e refletir sobre aquilo que a Ele lhe agrada. Se alguém não se convenceu: tente mais vezes, e se ainda assim não o logra, não se desanime nem se impaciente já que Deus prova com diversas dificuldades aqueles que ama.
Assim, quando formos rezar o rosário, recordemos que a imaginação pode ser uma boa amiga para tal, mas por outro lado, não esqueçamos que quando se usa para pensar o que não se deve, então será um dos nossos piores inimigos. E quem sabe se não é pior que o desprezo pela oração.
Fonte: https://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/rosario

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Sinal da Cruz...


Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

*(†) Pelo sinal da Santa Cruz,*
*(†) livrai-nos DEUS, nosso SENHOR,*
*(†) dos nossos inimigos!*
*(†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!*

Quando você acorda, você faz sobre si o “sinal da Cruz”? E antes das refeições? E quando vai dormir? Ao menos alguma vez ao dia? Não?! Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

Muitas pessoas, não entendendo a importância dessa oração, a fazem de maneira displicente, ficando apenas no gesto, sem a efetiva invocação da Santíssima Trindade.

*O “sinal da Cruz” não é um gesto ritualístico, mas sim, uma verdadeira e poderosa oração! É o sinal dos cristãos! Por meio dele muitos santos invocaram a proteção do Altíssimo, e através dele pedimos a Deus que, pelos méritos da Santa Cruz de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos livre dos nossos inimigos, e de todas as ciladas do mal, que atentam contra a nossa saúde física e espiritual.*

*Mas você sabe fazer o “sinal da Cruz”?!*

De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:

*† Pelo sinal da Santa Cruz (na testa): pedimos a Deus que nos dê bons pensamentos, nobres e puros. E que Ele afaste de nós os pensamentos ruins, que só nos causam mal.

*† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor (na boca): pedimos a Deus que de nossos lábios só saiam louvores. Que o nosso falar seja sempre para a edificação do Reino de Deus e para o bem estar do próximo.

*† Dos nossos inimigos (sobre o coração): para que em nosso coração só reine o amor e a lei do Senhor, afastando-nos, pois, de todos os maus sentimentos, como o ódio, a avareza, a luxúria… Fazendo-nos verdadeiros adoradores.

*† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – É o ato livramento e deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne de nossa fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.*

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Campanha da Fraternidade 2019

Política dentro da igreja

Vem aí mais uma Campanha da Fraternidade. Desta feita, eivada de política e de alertas públicos à vida político-partidária de seus fiéis. Vem aí mais uma enxurrada de críticas e discordâncias contra a ação evangelizadora da Igreja, com a velha desculpa de que esta não deve “se meter em política”. Não mesmo? Então, vamos por partes.

Primeiramente, todo e qualquer indivíduo minimamente evangelizado – se preferir, que seja minimamente alfabetizado – tem em sua consciência o modus vivente da ação política. Ou seja: é um ser político. Ou seja, não se exclui da massa política que o rodeia. A vida social e comunitária, obrigatoriamente, exige do indivíduo opções e participações políticas. Igualmente a vida religiosa. Quer queira, quer não, o cristão – por sua opção e por seu seguimento ao mestre da fraternidade – só é autêntico em sua espiritualidade se esta possuir uma ampla visão de seus deveres cívicos, incluindo aí suas opções políticas.

Isto posto, é preciso entender as ciências políticas como qualquer outra, pois dela emanam e nela se inserem as ciências da administração dos bens comunitários, a vida econômica, as ciências sociais, religiosas e morais, bem como todo e qualquer advento da vida pública da qual obrigatoriamente fazemos parte. Então a Igreja nos propõe uma reflexão binária, quase redundante: Políticas Públicas! Binária porque se divide em dimensões estanques, bem definidas. Quase redundante porque se é política é pública; se pública, também é política. Por si, essas diferenciações já dão o que falar.


É fato que nos últimos anos experimentamos uma grave crise de credibilidade política, que por certo abalaram os pilares da democracia representativa. Muitos não se sentiram representados na vida político partidária e assim disseram não ao assunto, excluindo-se ou rebelando-se contra aqueles que os representavam. Tudo muito natural, não fosse essa reação um grave processo de criminalização e descrédito aos movimentos sociais, braço forte de uma democracia sadia. Isso devemos resgatar, salvar. Se tais movimentos incomodam é sinal de estarem trilhando um caminho de justiça e solidariedade. Eis aqui a mais bela face da vida cristã: justiça e solidariedade!

Por tudo isso, o tema bíblico desta campanha nos recorda: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27). Quem disse isso? O grande profeta, o mesmo Isaias rebelde e inseguro no inicio de sua caminhada, que se negava a assumir sua missão, que teve a língua queimada por um anjo para que essa se destravasse de sua mudez e então gritasse: “Aqui Estou! Envia-me” (Is 6,8). Dessa opção sofrida, mas consciente, nasceu o maior dos profetas da nossa fé, lembrando que profetismo é uma ação essencialmente política e estritamente pública. Dela derivam o anúncio evangélico e a denúncia contra as mazelas humanas, dentre as quais, a nossa omissão política. Por essa e outras é que não aceito um cristão sem o profetismo político que o faz atuante na vida comunitária. Por essa é que aceito e aplaudo a doutrina social da Igreja. É que vibro quando dos nossos púlpitos e movimentos emanam diretrizes e ensinamentos coerentes com as políticas públicas que conduzem nosso povo. Porque nessa massa estamos todos. Porque fazer crescer a massa também é o processo para se obter o pão de cada dia. E este só será alegremente saboreado quando obtido pela levedura da justiça e do direito de cada um. Isso só uma política pública sadia e consciente poderá nos dar. Assim seja!