quinta-feira, 7 de julho de 2016

O que é indulgência plenária? Como alcançá-la no Ano da Misericórdia?


A doutrina e o uso das indulgências na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, e vem dos Apóstolos.

“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Norma 1 do Manual das Indulgências) 

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que: “Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados”. (n. 1498)

O pecado tem duas consequências: a culpa e a pena. A culpa é perdoada na Confissão; a pena, que é a desordem que o pecado provoca no pecador e nos outros, e que precisa ser reparado, é eliminada pela indulgência que pode ser plenária (total) ou parcial.

De acordo com o Manual das Indulgências, para se ganhar uma indulgência plenária (uma vez por dia apenas), para si mesmo ou para as almas, deve-se fazer:

a)    uma Confissão individual rejeitando todos os pecados (basta uma Confissão para várias indulgências);
b)    receber a Sagrada Eucaristia;
c)    rezar pelo Papa ao menos um Pai-nosso e uma Ave-Maria.

Não é necessário que tudo seja feito no mesmo dia.

Além disso, escolher uma dessas práticas:

1)    Adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora. (concessão n. 3)
2)    Leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora. (concessão n. 50)
3)    Piedoso exercício da Via Sacra. (concessão n. 63)
4)    Recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação. (concessão n. 63)

Para o Ano da Misericórdia o Papa Francisco autorizou outros meios de “alcançar misericórdia” por meio da indulgência plenária. Esta prática pode, então, substituir uma das quatro opções citadas acima: Rosário, ou Adoração do Santíssimo, ou Via Sacra, ou leitura bíblica meditada.
Segundo a carta do Papa Francisco a D. Rino Fisichella, presidente do pontifício conselho para a promoção da nova evangelização, se concede a indulgência para o Ano Santo:

1 - PEREGRINAÇÃO ATÉ A PORTA SANTA

“Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão”.

2 - DOENTES E PESSOAS IMPOSSIBILITADAS

“Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar”.

3 - ENCARCERADOS

“O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade”.

4 - OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS OU CORPORAIS

“Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade”.

5 - FIÉIS FALECIDOS

“A indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim”.

6 - FIÉIS QUE FREQUENTAREM IGREJAS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X

[A Indulgência também] “é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.

Que neste Ano Santo que se iniciará, saibamos aproveitar a oportunidade para vivê-lo intensamente e buscar ir ao encontro dessa fonte inesgotável de misericórdia que nasce do Coração de Deus.

Texto: Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 6 de julho de 2016

DEUS PODE

Quando o sonho se desfaz,
Deus reconstrói.
Quando se acabam as forças,
Deus renova.

Quando é inevitável conter as lágrimas,
Deus dá alegria.
Quando não há mais amor,
Deus o faz nascer.

Quando a maldição é certa,
Deus transforma em benção.
Quando parecer ser o final,
Deus dá novo começo.

Quando a aflição quer persistir,
Deus nos envolve com a paz.
Quando a doença assola,
Deus é quem cura.

Quando o impossível se levanta,
Deus o torna possível.
Quando faltam as palavras,
Deus sabe o que queremos dizer.

Quando tudo parece se fechar,
Deus abre uma nova porta.
Quando você diz: não vou conseguir,
Deus diz: não temas, pois estou contigo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O poder da oração


Durante a nossa caminhada terrena, vamos nos deparar com diversas situações difíceis, algumas nos tirarão do eixo, nos jogarão no chão, e com certeza trarão a sensação de que estamos sós e abandonados. É nessa hora que muitos dirão para você: “onde está o teu Deus?”, “será que ele se esqueceu de você?”, ou “será que Ele não é tão poderoso como dizem?”.

Não devemos permitir que os agentes do inimigo venham abalar a nossa fé.


O próprio Jesus nos prometeu: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Por mais que a situação na qual nos encontremos seja perturbadora, por mais que nos achemos impotentes - e nós somos - devemos sempre lembrar “que para Deus nada é impossível” (Lc 1,37), não temos o direito de jogar a toalha, lembre-se que Jesus não se deixou abater, e por isso Ele foi glorificado.

“Peçam e lhes será dado! Procurem e encontrarão! Batam e abrirão a porta para vocês! Pois, todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta. (Lc 11,9-10)

Não podemos perder a fé, pois a Palavra de Deus é verdadeira e Ele nos dá a garantia de que, “tudo o que for pedido com fé em oração, será atendido”. (Mt 21,22)

Diante desta certeza vamos nos unir em oração, não desanime. A sua dor é a minha dor, pois somos irmãos e irmãs em Cristo.

Tenha fé, não desista de Deus, pois Ele não desiste de você.

Por mais atribulado que esteja o seu dia nunca se esqueça de colocar-se na presença de Deus.

1.    Primeiro com a Oração do Espírito Santo, pedindo para que venha trazer a paz e a sabedoria.
2.    Em seguida a Oração do Pai-nosso, para que o Criador, Aquele que tudo vê, possa ser verdadeiramente o Deus de sua vida. 
3.    A Ave-Maria, pois é nela que nos colocamos sob a intercessão da Sagrada Família.
4.    E finalmente a leitura da Palavra de Deus, pois é o alimento da alma, é através dela que Deus nos dá o direcionamento.

Texto: Ricardo e Marta

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A força poderosa do perdão


Recordo aqui uma Palavra de Jesus, como caminho necessário para celebrar a festa do banquete.“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta” (Mt 5,23-26). 

Estar de bem com os irmãos, viver em paz é condição para ser feliz e viver livre e liberto das consequências maléficas dos rancores e ressentimentos guardados no coração. O grande humanista Gandhi disse: “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.” Em qualquer situação de conflito, a tendência é sempre buscar um culpado. Neste caminho teremos sempre vítimas e não pessoas a serem amadas e acolhidas, principalmente os inimigos.

O Papa Francisco hoje é um dos homens mais fortes do mundo, porque sempre soube perdoar. No mês de julho esteve no sul da Itália na cidade de Caserta, para pedir perdão a um amigo pastor protestante. A visita já é vista como histórica, pois foi a primeira vez que um pontífice católico sai do Vaticano para se encontrar com um pastor da Igreja Evangélica Protestante.

No seu discurso de unidade entre cristãos, Francisco pediu perdão aos evangélicos por conta da perseguição feita contra eles por muitos católicos: “Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos. Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o Papa.

Esse testemunho do Papa, que não é o primeiro a pedir perdão publicamente pelos erros do passado e de se reconciliar de maneira sincera com os grandes e pequenos inimigos históricos, faz com que se liberte de uma bola de ferro amarrada aos pés que se chama ontem. Perdoar os outros e saber se perdoar dos erros e pecados do passado é condição para ser um verdadeiro líder.

Não existe peso maior na consciência do ser humano do que ficar carregando culpa. A única saída honrosa é ter a coragem de recomeçar. A capacidade de perdoar não vem por extinto, não é um gesto automático e de fácil domínio. Exige sempre coragem, iniciativa, amor a si próprio e ao outro, cultivados na fé de quem tem um Deus, que do alto da cruz foi capaz de dizer: “Pai perdoai-lhes porque não sabem o que estão fazendo” (Lc 23,34).

Shakespeare foi brilhante quando afirmou que “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”

Ressentimento é um verdadeiro câncer que vai corroendo o gosto de viver, a alegria do encontro, a ternura nos relacionamentos, enfim, criando doenças físicas e psicológicas, que em muitas vezes a única saída é tirar a vida.

O Apóstolo Paulo nos recorda que “tanto quanto possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens” (Rm 12,18). Ao mesmo tempo a vitória será sempre dos pacíficos, pois sabem que a força de Deus não está no vento ou na tempestade e sim na calmaria de quem sabe valorizar as pequenas coisas. O caminho é “vencer o mal com o bem” (Rm 12,21), e jamais “cansar de fazer o bem”(Gl 6,9).

Essa dinâmica garante a todos o poder incalculável do perdão, feito aos outros e principalmente a nós mesmos. “Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.” (Fernando Pessoa).

Dom Anuar Battisti / Arcebispo de Maringá (PR)

Fonte: CNBB

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Tenha fé, não desista nunca!

Sempre há muitos desafios, surpresas, tristezas e alegrias?. A vida é assim, às vezes nos deparamos com situações que nos afligem, nos fazem sentir medo e até mesmo chorar, mas saiba que a cada momento da vida, cada lágrima caída, cada sorriso dado, está tudo anotado no diário de Deus.

E pode ter certeza que nem um segundo Ele esqueceu de anotar… Anotou suas lutas, seus choros, mas com um detalhe: Ele não esqueceu de anotar o dia de sua vitória!

Não desista dos seus projetos e sonhos porque antes mesmo deles serem projetados por você, já foi projetado e anotado por Deus. Não desista nunca, Deus está contigo!